Como usar o Safron

Do cadastro do projeto à emissão do relatório — o porquê de cada regra que o sistema aplica, junto com onde clicar.

Índice desta página

O que é o Safron e o que você leva para o campo

Cadastro de imóveis, visitas técnicas em campo e laudos versionados — um só registro, do especialista a quem acompanha.

O Safron cadastra e acompanha lavouras: você registra o imóvel como projeto, faz visitas técnicas em campo e emite laudos que proprietário, instituição financeira e observador acompanham no portal — sempre com a fonte de cada número, nunca um valor solto sem origem.

  1. Uma conta já criadaNão existe cadastro público — sua conta nasce de um convite de quem já usa o sistema. A próxima seção explica por quê antes de você procurar um link de cadastro que não existe.
  2. Aparelho com câmera e GPSO checklist, a foto de cada achado e a localização da visita saem do mesmo aparelho — geralmente o celular, em campo.
  3. O projeto já cadastrado — ou pronto para cadastrarSe o imóvel ainda não existe no sistema, as próximas duas seções mostram como criá-lo e definir seu perímetro antes da primeira visita.
Aparelho no sol, uma mãoÉ assim que as telas de visita foram desenhadas: fundo branco, alvo de toque grande, corpo de texto maior do que o resto do sistema. Sinal fraco ou instável não impede o trabalho — o rascunho da visita fica salvo neste aparelho até você conseguir enviar (ver "Preencher o checklist em campo").

Entrar — e por que não há cadastro aberto

Você entra com e-mail e senha de uma conta que alguém já criou para você; cadastro público não existe, de propósito.

A tela "Entrar" pede só dois campos, "E-mail" e "Senha", e o botão "Entrar" leva direto para dentro do sistema — sem tela intermediária de escolha de perfil.

Não existe um link de "Criar conta" nesta tela, e não é descuido: abrir cadastro sem confirmar o dono do e-mail comprometeria as regras de acesso por projeto que protegem o dado de cada cliente. Toda conta nasce de um convite — do administrador que provisiona o especialista, ou do próprio especialista convidando proprietário, instituição financeira e observador (ver "Exportar o PDF e convidar quem acompanha", mais adiante).

  1. Esqueci minha senhaO link "Esqueci minha senha", abaixo do botão "Entrar", leva a "Recuperar senha": informe o e-mail da conta e toque em "Enviar instruções".
  2. Se a recuperação não resolverSem a conta cadastrada, ou sem acesso ao e-mail informado, o próximo passo é falar com quem provisionou seu acesso — não existe uma segunda porta de entrada.

Cadastrar o projeto (/projetos/novo)

Nome, município, UF, atividade e os dados do proprietário — sem CPF ou CNPJ — bastam para criar o projeto; perímetro e área vêm depois, na própria ficha.

Cada imóvel que você acompanha é um projeto. A tela "Novo projeto", alcançada pelo botão de mesmo nome em /projetos, pede dois grupos de dado antes de salvar.

  1. Imóvel"Nome do projeto", "Município", "UF" e "Atividade" — os quatro são obrigatórios.
  2. Proprietário"Nome do proprietário" e "Contato do proprietário" — só isso. Não existe um terceiro campo para CPF ou CNPJ nesta tela, nem em nenhuma outra do sistema.
  3. Foto da propriedade (opcional)"Escolher imagem" aceita JPG, PNG ou WEBP até 10 MB. Sem foto, o cartão do projeto usa o gráfico de marca — não é uma falta, é o estado normal. Dá para adicionar depois.

O botão "Criar projeto" salva e leva direto à ficha do imóvel. Perímetro e área ainda não existem nesse momento — as duas próximas seções mostram como definir cada um.

Definir o perímetro: código do CAR ou arquivo

Duas abas na ficha do projeto: busque pelo código do CAR ou importe .geojson, .kml ou .kmz — desenho manual na tela ainda não existe.

Sem perímetro, a ficha do projeto mostra "Nenhum perímetro definido para este imóvel." com o link "Definir perímetro", que abre a tela de perímetro do imóvel.

  1. Aba "Código do CAR"Cole o código no campo "Código do CAR" e toque em "Buscar". Encontrado, o mapa mostra o contorno sobre o satélite, junto com a "Base do CAR" — a data de referência daquele cadastro.
  2. Aba "Importar arquivo"Escolha um arquivo .geojson, .json, .kml ou .kmz com a geometria do imóvel. Não há opção de desenhar o perímetro na tela — só busca por código e importação de arquivo.
  3. "Salvar perímetro"Com o contorno carregado, por qualquer uma das duas abas, e visível no mapa, toque em "Salvar perímetro" para gravá-lo no projeto.
Confira o perímetro antes de sair a campoO contorno da propriedade precisa aparecer sobre o satélite antes da visita — um perímetro errado compromete o mapa do laudo inteiro.

Áreas e suas fontes

A área nunca é um número só: cada medição carrega sua fonte e sua data de referência, e a lista nunca se soma.

Definir o perímetro pela aba do CAR já registra, sozinho, uma linha de área: a área declarada no CAR, com a fonte e a data-base daquela consulta. Importar um arquivo (.geojson, .kml ou .kmz) define só a geometria — nenhuma área nasce disso. Hoje, a única forma de registrar uma medição de área pela interface é buscar o perímetro pelo CAR; não existe formulário para lançar uma medição à mão.

Na ficha do projeto, a seção "Áreas" lista cada medição com Tipo, Valor, Fonte e Data de referência lado a lado. Sem nenhuma medição, o cartão diz "Nenhuma medição de área registrada."; sem data numa linha, a coluna mostra "Não informada" — nunca um valor inventado no lugar.

A tela nunca soma as linhasDuas medições da mesma fazenda, de fontes diferentes, podem divergir e as duas estarem certas na própria origem. Somar a área do CAR com a de uma matrícula, por exemplo, criaria um número que não corresponde a nenhuma fonte real — por isso a lista nunca calcula um total.

A razão completa está em "Área não é um número só", na seção de conceitos desta documentação.

Abrir a visita: finalidade, cultura, data e GPS

Escolha o projeto, a finalidade e capture a localização — sem os três, "Iniciar visita" continua desabilitado.

A tela "Nova visita" — a partir do botão de mesmo nome, na ficha do projeto ou em /visitas — pede o contexto da visita antes de abrir o checklist.

Selecione o projeto entre os ativos (vindo da própria ficha do projeto, ele já chega escolhido, com a opção "Trocar projeto" ao lado) e a finalidade — a primeira decisão que muda o restante da visita:

Diagnóstico inicial

Monitoramento

Na tela de nova visita, as duas pílulas levam a legenda completa: "Diagnóstico inicial (terreno)" e "Monitoramento de lavoura". Escolher a segunda revela um terceiro campo, "Cultura", obrigatório só nesta finalidade — diagnóstico inicial segue sem ele.

  1. Data da visitaVem preenchida com a data de hoje; pode ser alterada.
  2. Objetivo da visita (opcional)Até 500 caracteres, com o placeholder perguntando "O que esta visita deve esclarecer?".
  3. LocalizaçãoDentro do cartão "Contexto capturado", toque em "Usar minha localização" para capturar coordenada, precisão e altitude pelo GPS do aparelho. Sem sinal de GPS, "Informar coordenada manualmente" abre os campos de latitude e longitude para digitar e confirmar com "Usar esta coordenada".
Sem os três, o botão não liberaFalta escolher o projeto, a finalidade (e a cultura, em monitoramento) ou capturar a localização, e a tela avisa exatamente o que falta abaixo do botão "Iniciar visita" — que só libera com os três resolvidos.

"Iniciar visita" cria a visita e já abre o checklist.

Preencher o checklist em campo

Cada item abre um seletor "Status da avaliação"; o rodapé fixo mostra quantos já foram avaliados e nunca sai da tela.

O checklist chega dividido em grupos — solo, água, pragas, doenças e outros, conforme a configuração da finalidade e da cultura. Cada grupo mostra seu próprio contador (por exemplo "2/9") ao lado do título, e abre e fecha por conta própria.

Abrir um item revela o seletor "Status da avaliação". As duas primeiras opções existem por um motivo que a tela sozinha não explica:

Não avaliado

Ausência observada

Os dois nunca aparecem sob o mesmo rótulo, mesmo quando o item ainda não tem foto ou comentário algum — a diferença entre eles está detalhada em "'Não avaliado' não é 'Ausência observada'", na seção de conceitos desta documentação.

  1. ComentárioAparece direto quando o resultado indica ocorrência; nos demais casos, o link "adicionar observação" revela o campo sob pedido.
  2. Trocar um status já preenchidoSe o item já tinha foto ou comentário, mudar para um resultado sem ocorrência abre a confirmação "Mudar o status deste item?", com as opções "Descartar e mudar" e "Manter como está".

O rodapé fixo, sempre visível sem precisar rolar até o fim da tela, mostra o total avaliado (por exemplo "7/9"), o estado de sincronização e o botão "Salvar e continuar" — a ação mais frequente do preenchimento (ver "Salvar e concluir são dois botões diferentes").

O rascunho não se perdeEnquanto você preenche, o formulário grava uma cópia no armazenamento deste aparelho a cada poucos segundos. Se a rede cair, continue preenchendo — ao reabrir a visita neste mesmo aparelho, o aviso "Recuperamos o que você havia preenchido neste dispositivo." devolve o que ainda não tinha ido para o servidor. Trocar de aparelho não recupera esse rascunho.

Fotografar: salve os achados antes

A evidência se prende ao achado do item, nunca à visita inteira — sem achado pronto, os dois botões de foto ficam bloqueados.

Cada item do checklist prepara, nos bastidores, o registro (achado) ao qual a foto vai se prender, assim que a visita abre — é o que garante que uma foto nunca fique solta na visita. Enquanto esse registro ainda não existe, os botões "Tirar foto" e "Escolher da fototeca" ficam desabilitados.

A mensagem de bloqueio muda conforme o lugarNum item do checklist ainda sem o registro pronto, o aviso é "Preparando o registro deste item…"; numa ocorrência que você acabou de criar (ver a próxima seção), é "Preparando o registro desta ocorrência…". As duas somem sozinhas assim que o registro fica pronto — normalmente, poucos segundos.

Os botões só aparecem, de qualquer forma, quando o resultado escolhido indica uma ocorrência real — presença ou algum grau de pressão. Marcar "Não avaliado" ou "Ausência observada" não libera foto: não há o que fotografar quando a própria resposta é que nada foi encontrado.

  1. "Tirar foto"Abre a câmera do aparelho.
  2. "Escolher da fototeca"Abre o seletor de arquivos ou a fototeca do aparelho, sem forçar a câmera — é o que permite escolher mais de uma foto de uma vez.

Enviada, a foto vira uma miniatura abaixo dos dois botões, no mesmo item. Se o envio falhar, o item mostra a falha com o botão "Reenviar"; se a rede cair no meio do envio, o sistema tenta de novo sozinho assim que ela voltar, sem pedir nova foto.

O hábito de campoAvalie o item — ou crie a ocorrência — primeiro, espere a mensagem de bloqueio sumir, e só então fotografe. É a ordem que evita reabrir a tela para tentar de novo.

Ocorrência que não estava na lista ("+ Adicionar outro")

Cada grupo do checklist tem um jeito de registrar o que o formulário não previu, com nome, detalhamento e foto próprios.

No fim de cada grupo, o link "+ Adicionar outro" cria uma ocorrência nova dentro daquele grupo — um achado próprio, fora dos itens fixos do formulário. Enquanto o servidor confirma a criação, o botão mostra "Criando…"; a linha só aparece depois que ele confirma.

A ocorrência nasce expandida, com o selo "Ocorrência adicional" e dois campos de texto.

  1. "O que foi observado"Nome ou descrição curta do que você viu, até 200 caracteres — o único campo obrigatório para a ocorrência entrar no envio. Sem preencher, ela fica de fora do "Salvar e continuar" (mas segue salva como rascunho neste aparelho).
  2. "Detalhamento"Texto livre opcional, até 1000 caracteres, para o contexto que o nome não cobre.

Recolhida, a ocorrência mostra o texto que você deu a ela; sem nome ainda, aparece como "Sem descrição". Ela não entra no contador de progresso do grupo — só os itens fixos do checklist contam nesse "X/Y".

O botão "Excluir esta ocorrência" pede confirmação: "Excluir esta ocorrência adicional?", com a mensagem avisando exatamente o que some — nome, comentário e, se houver, a contagem de fotos — e as opções "Excluir" ou "Manter".

Salvar e concluir são dois botões diferentes

"Salvar e continuar" grava o que já foi preenchido; "Concluir visita" fecha o ciclo de campo e não volta atrás.

Toda visita nasce assim:

Rascunho

  1. "Salvar e continuar"No rodapé fixo da tela, grava no servidor os achados e as ocorrências preenchidas até aqui. É a ação frequente — repita quantas vezes quiser, a qualquer momento do preenchimento.
  2. "Concluir visita"Fica no fim do formulário, não no rodapé — de propósito, para não ficar sob o polegar de quem segura o aparelho com uma mão. Salva os achados pendentes e fecha o ciclo de campo: depois de concluída, o checklist vira somente leitura.

A primeira gravação de achados — "Salvar e continuar", ou o primeiro passo de "Concluir visita" — já muda o estado da visita:

Em campo

É só a partir daí que "Concluir visita" deixa de estar desabilitado. Ao concluir, o estado muda mais uma vez:

Concluída

Não existe visita concluída sem passar por "Em campo"Nenhuma transição de estado anda para trás: uma vez concluída, a visita não volta a ser editável nesta tela.

Emitir o relatório, e o que fazer quando ele bloqueia

A emissão só aparece depois da visita concluída, e para antes de gerar qualquer laudo se achar uma contradição entre foto e checklist.

O link "Emitir relatório" só aparece depois que a visita muda para concluída — antes disso, a ação nem existe na tela: não há como tentar emitir um laudo de uma visita ainda em campo.

A tela de emissão primeiro deixa escolher quais seções do laudo entram, e só depois mostra a etapa de conferência.

  1. Escolher as seçõesCada seção do laudo aparece como uma caixa marcável; ao menos uma precisa ficar marcada para o botão "Conferir e emitir relatório" liberar.
  2. "Confira antes de emitir"Mostra as seções escolhidas, os achados por resultado e o total de fotografias — a mesma conferência que vira o laudo, antes de qualquer versão existir. Se nenhum item foi avaliado, a tela avisa antes: "Nenhum item do checklist foi avaliado nesta visita — o laudo vai sair sem achados registrados."
  3. "Confirmar e emitir relatório"Cria a versão. "Voltar e escolher outras seções" desfaz a conferência sem emitir nada.

Se alguma foto contradiz o checklist do mesmo item, a emissão para ali — nenhuma versão nasce — e a tela troca para "Corrija as contradições antes de emitir", com o aviso "O relatório não foi emitido. Resolva ou justifique cada item abaixo."

Para cada contradição, duas saídas: "Corrigir o checklist" leva direto ao item, ou o campo "Justificativa" seguido de "Salvar justificativa e tentar emitir de novo" grava o motivo e tenta emitir de novo, sem precisar de nova visita. Não existe uma terceira saída — nem emitir ignorando o aviso, nem apagar a foto para calar o alerta. O porquê completo está em "Contradição entre foto e checklist: corrigir ou justificar", na seção de conceitos.

Emitido, o link someDepois da primeira emissão bem-sucedida, "Emitir relatório" desaparece da tela da visita, e no lugar aparece "Ver relatório emitido — versão N", com a data e a hora de quando cada versão saiu.

Exportar o PDF e convidar quem acompanha

Emitido, o laudo abre pronto para "Exportar PDF"; "Convidar interessados", na ficha do projeto, dá acesso a quem só lê.

Emitir o relatório leva direto à página de impressão do laudo — não é preciso procurar um link separado.

  1. Espere as imagensEnquanto fotos e mapa carregam, o botão mostra "Preparando imagens — X de Y" e fica desabilitado; libera sozinho como "Exportar PDF" assim que tudo estiver pronto.
  2. "Exportar PDF"Abre a janela de impressão do navegador. Escolha "Salvar como PDF" ali — um documento, uma exportação.
  3. Se alguma foto falhar"Tentar de novo" força um novo carregamento das imagens que não vieram; falhando de novo, recarregar a página emite endereços novos para as fotos, que expiram depois de uma hora.
Não imprima pelo menu do sistemaSafari e Chrome no celular permitem imprimir direto pelo menu do navegador, sem passar pelo botão "Exportar PDF" — se isso acontecer antes das fotos carregarem, o laudo sai incompleto, com um aviso escrito na própria folha pedindo para você voltar e tentar de novo.

Para dar acesso a quem acompanha — proprietário, instituição financeira ou observador —, use "Convidar interessados", na ficha do projeto. O formulário pede só "Nome", "E-mail" e o "Papel" (Proprietário, Instituição financeira ou Observador); documento de identificação nunca é pedido.

Convidada, a pessoa recebe uma senha temporária exibida uma única vez nesta tela — "Copiar senha" leva à área de transferência. A partir daí, ela entra pelo mesmo /entrar desta trilha e acompanha o projeto e os laudos pelo portal, sempre em modo leitura.

"Não avaliado" não é "Ausência observada"

O segundo afirma que você olhou e não achou. O primeiro não afirma nada — nem que você chegou perto do item.

Todo item do checklist abre um seletor "Status da avaliação" com pelo menos três opções, e as duas primeiras existem por um motivo que a tela sozinha não explica.

Não avaliado

Marque assim quando você não chegou a examinar o item — faltou tempo, faltou acesso ao talhão, o item não se aplicava a esta visita. É uma lacuna, não uma resposta: ninguém pode concluir, a partir dela, se o que se procurava está ou não está na lavoura.

Ausência observada

Marque assim quando você examinou o item e não encontrou o que procurava. É uma resposta completa — tão completa quanto marcar presença. Trocar uma pela outra muda o que o laudo afirma sobre a lavoura, não é um detalhe de preenchimento.

Por que "Não avaliado" aparece vazadoO sistema reserva o selo vazado, sem preenchimento, para o que não afirma nada — o mesmo tratamento de uma visita ainda em rascunho. "Não avaliado" nunca recebe o preenchimento sólido dos outros resultados, porque preenchê-lo seria fingir uma conclusão que você não tirou.
Por que "Ausência observada" é verdeVerde, neste sistema, é reservado ao que está vivo e ao que foi confirmado — nunca decoração. "Ausência observada" é uma conclusão verificada: você olhou e não achou. Por isso ela recebe o mesmo selo verde de uma visita concluída, e não o tratamento do que ainda está em aberto.

Onde você encontra essa diferença na tela, além do seletor:

  1. No seletor de cada item"Status da avaliação" nunca junta as duas opções sob um rótulo comum, mesmo em itens sem qualquer ocorrência registrada antes.
  2. No aviso ao trocar de statusSe o item já tinha foto ou comentário e você muda o status para "Ausência observada", a confirmação "Mudar o status deste item?" avisa que as fotos já enviadas continuam guardadas, mas passam a contradizer a ausência registrada — "Descartar e mudar" segue em frente, "Manter como está" cancela.

Achado, evidência, e por que a foto não fica solta na visita

A evidência pende do achado, não da visita — é o que permite ao sistema flagrar quando uma foto contradiz o checklist.

Achado é o registro que nasce quando você avalia um item do checklist: o resultado escolhido, o comentário que escreveu. Evidência é a foto que documenta esse achado. A relação é sempre nessa direção — a foto pende do achado, nunca da visita como um todo.

O levantamento que motivou essa arquitetura (docs/referencia/levantamento-md/04-inteligencia-e-recomendacoes-crm.md, insight 9 — material de origem, citado e não alterado) registra o caso que a expôs: uma foto identificava uma planta daninha e a tabela do sistema anterior registrava ausência para a mesma espécie, sem nenhum jeito de cruzar as duas informações. Achado e evidência pendurados um no outro é a correção estrutural para esse caso.

É por isso que, ao abrir a captura de foto antes de ter avaliado qualquer item, os dois botões de envio aparecem desabilitados e a tela mostra "Selecione a que item a foto se refere antes de anexar." Não é a câmera falhando: sem achado para receber a foto, o sistema não tem depois como saber se aquela imagem confirma ou contradiz o que o checklist registrou.

A mensagem que aparece antes de existir achado"Selecione a que item a foto se refere antes de anexar." Enquanto ela estiver na tela, tirar foto e escolher da fototeca ficam bloqueados. Numa ocorrência fora da lista, o bloqueio é o mesmo princípio com outro texto — "Preparando o registro desta ocorrência…" — porque ali o achado só existe depois que você começa a descrever o que observou.

Assim que você avalia o primeiro item do checklist — mesmo marcando "Não avaliado" — o achado passa a existir, e a foto já tem onde se prender.

O ganho de exigir essa ordem aparece na emissão do relatório: como toda foto sabe a qual achado pertence, o sistema compara as duas informações no mesmo item e consegue apontar quando uma foto de presença está presa a um achado que hoje diz ausência — ver "Contradição entre foto e checklist", nesta mesma página.

Área não é um número só

Cada medição carrega fonte e data de referência. A mesma fazenda tem áreas diferentes e todas corretas na sua origem — por isso elas não se somam.

A área de um projeto nunca é um único número guardado na ficha. Cada medição — a do CAR, a de uma matrícula, a de uma avaliação de campo — vira uma linha própria, com a fonte que a produziu e a data a que ela se refere. É assim porque a mesma propriedade tem, ao mesmo tempo, várias áreas corretas: a do CAR pode diferir da matrícula, que pode diferir da área efetivamente avaliada em campo, sem que nenhuma delas esteja errada.

O levantamento de origem (docs/referencia/levantamento-md/04-inteligencia-e-recomendacoes-crm.md, insight 2 — material de origem, citado e não alterado) contou ao menos nove noções diferentes de "área da fazenda" nos laudos analisados, de matrícula a área financiada. Um sistema que guarda só "a área atual" perde justamente o dado que permite auditar qual número veio de onde.

Onde isso aparece na ficha do projeto:

  1. No cabeçalho do projetoA medição mais recente aparece ao lado do nome e no resumo, sempre com a fonte entre parênteses — por exemplo "Área (CAR)" — nunca um número solto sem origem.
  2. Na seção "Áreas" da fichaCada linha mostra Tipo, Valor, Fonte e Data de referência lado a lado. Sem nenhuma medição, a seção diz "Nenhuma medição de área registrada."; sem data informada numa linha, "Não informada" — nunca um valor inventado no lugar.

Por isso a tela nunca soma as linhas dessa seção. Somar a área do CAR com a área da matrícula produziria um número que não corresponde a nenhuma fonte real — não serve de auditoria, não serve de comparação, e esconde justamente a divergência que a tabela existe para mostrar.

Clima: observado, estimado e previsto

Todo dado meteorológico carrega uma natureza e um provedor. Histórico não se mistura com previsão num total único.

Cada leitura de clima que o sistema guarda carrega dois dados além do número: a natureza — observado, estimado ou previsto — e o provedor que a forneceu. "Observado" é o que já aconteceu e foi medido; "previsto" é uma projeção que ainda pode mudar; "estimado" cobre o meio-termo, quando falta leitura direta mas há uma aproximação razoável. As três nunca se apresentam como se fossem a mesma coisa.

No check-in da visita, o cartão "Clima no check-in" mostra temperatura, umidade, vento e precipitação do momento — e, abaixo dos números, a natureza da leitura junto do provedor, como em "Observado · open-meteo".

No relatório emitido, a seção "Condições meteorológicas" nunca junta os dois períodos numa única soma: "Observado (últimos 7 dias)" mostra a "Precipitação total" que já caiu, e "Previsão (próximos 7 dias)" mostra a "Precipitação total prevista" à parte — cada leitura, dentro de cada bloco, ainda leva a data, o provedor e o horário da consulta.

Por que não existe um total únicoSomar chuva observada com chuva prevista produziria um número que mistura o que choveu de fato com uma estimativa que pode não se confirmar. Quem lê o laudo para decidir sobre irrigação, crédito ou risco precisa saber qual parte do número é fato e qual é projeção — por isso o sistema mantém os totais separados, nunca somados.

Contradição entre foto e checklist: corrigir ou justificar

Não há terceira via. A emissão do relatório fica bloqueada até você corrigir o checklist ou registrar a justificativa.

Uma contradição acontece quando uma foto está presa a um achado que, no momento da emissão, diz "Ausência observada" — por exemplo, você fotografou uma ocorrência, e depois voltou ao mesmo item e trocou o status para ausência sem apagar a foto. Ela continua guardada mesmo depois da troca, como já avisa a confirmação dessa mudança de status.

Ausência observada

Ao tentar emitir o relatório de uma visita concluída, o sistema confere achado por achado antes de gerar qualquer versão do laudo. Se encontrar esse tipo de contradição, a emissão para ali: nenhuma versão é criada, e a tela mostra a seção "Corrija as contradições antes de emitir", com o aviso "O relatório não foi emitido. Resolva ou justifique cada item abaixo."

Para cada contradição, a tela mostra a foto, o nome do item e um texto no formato "Há fotografia registrando [nome do item], mas o checklist declara ausência observada para este item. Corrija o checklist ou justifique antes de emitir." — e oferece as duas únicas saídas, lado a lado.

  1. Corrigir o checklistO link "Corrigir o checklist" leva direto ao item na visita, para você ajustar o status ao que a foto de fato mostra.
  2. JustificarO campo "Justificativa" recebe o motivo pelo qual a foto e o checklist não batem; o botão "Salvar justificativa e tentar emitir de novo" grava o texto e tenta emitir outra vez, sem exigir nova visita.

Não existe terceira via: emitir ignorando a contradição, ou apagar a foto para "resolver" o aviso, não são caminhos que a tela oferece. Uma dessas duas ações é obrigatória antes de qualquer versão do laudo nascer.

Nunca colete CPF ou CNPJ

Nenhum formulário do sistema pede documento de identificação — a regra está no campo que não existe.

O Safron identifica proprietário, instituição financeira e observador por nome e contato — nunca por CPF ou CNPJ. Não existe coluna para documento no banco, não existe campo em nenhum formulário, e não existe índice construído sobre ele. Se você está procurando onde informar o documento do proprietário, a resposta é: em lugar nenhum, e é assim de propósito.

No cadastro de um projeto, os campos sobre o proprietário são só dois: "Nome do proprietário" e "Contato do proprietário". No convite de quem vai acompanhar o projeto — proprietário, instituição financeira ou observador — os campos são "Nome" e "E-mail", mais o papel de acesso. Em nenhum dos dois fluxos aparece um terceiro campo para documento.

O campo que você não vai encontrarSe um formulário deste sistema um dia pedir CPF ou CNPJ, isso não é uma evolução natural do cadastro — é uma regressão. A ausência do campo é a regra, tanto quanto qualquer campo que existe.

A identificação por nome e contato basta para o que esses papéis fazem no sistema: acompanhar um projeto e ler o laudo, nunca assinar ou responder legalmente por ele. Coletar documento de identificação sem essa necessidade seria guardar dado sensível de mais gente do que o sistema precisa proteger.

O que você vê no portal

A carteira de projetos, o perímetro, a linha do tempo das visitas e os laudos emitidos — tudo o que o especialista já registrou.

Ao entrar, você cai na carteira de projetos: um cartão por imóvel vinculado a você, com a data da última visita e quantos laudos já foram emitidos. Abrir um cartão leva ao perímetro do imóvel sobre imagem de satélite, à linha do tempo das visitas — com cultura, abrangência e os achados de maior atenção de cada uma — e ao laudo emitido, quando existir.

Documentos do projeto — contrato, comprovante, o que o especialista ou você mesmo tiver enviado — ficam numa lista própria, com a data de envio e um botão para abrir.

Por que é somente leitura

Quem cadastra o projeto, lança a visita e emite o laudo é sempre o especialista — a sua conta não tem essas telas.

A sua conta entra por convite do especialista, nunca por cadastro aberto, e chega direto no portal. Criar projeto, abrir visita, preencher checklist e emitir laudo são ações do especialista responsável pelo projeto — o portal não tem essas telas para nenhum dos três papéis que acompanham (proprietário, instituição financeira e observador).

Uma exceção suaEntre os três papéis, só o proprietário tem o botão "Enviar documento" na tela de documentos do projeto. Instituição financeira e observador só abrem e baixam o que já foi enviado.

O mesmo portal, para acompanhar a garantia

Perímetro, linha do tempo de visitas e documentos do projeto — leitura completa, sem botão de envio.

Você entra no mesmo portal do proprietário: perímetro do imóvel, linha do tempo das visitas com os achados de maior atenção de cada uma, e a lista de documentos do projeto, para abrir e baixar. A diferença é que a tela de documentos não mostra o botão de envio — enviar é papel do proprietário, ou do próprio especialista.

O laudo, versão a versão

Cada emissão soma uma versão nova; a anterior não desaparece.

Uma visita concluída pode ter mais de um laudo: cada vez que o especialista emite, a versão sobe — v1, v2, v3 — e a versão anterior continua gravada, nunca é substituída nem apagada. A linha do tempo do portal sempre leva à versão mais recente daquela visita.

O que a versão provaUma versão emitida é um retrato fechado daquele momento: cultura, achados, clima e perímetro tal como estavam quando o especialista emitiu — não o cadastro atual. Se algo mudou no projeto depois, é a próxima versão que mostra a mudança.

O que o observador vê

O mesmo portal de leitura — perímetro, linha do tempo, laudos e documentos — sem nenhuma tela de envio.

Você tem o mesmo acesso de leitura que os outros dois papéis: perímetro do imóvel, linha do tempo das visitas, laudos emitidos e a lista de documentos do projeto, para abrir e baixar. Nenhuma tela de cadastro, edição ou envio aparece para o seu papel.

Por que a tela de envio nem aparece

A recusa acontece em duas camadas: a tela nem mostra o botão, e o banco de dados recusa a gravação mesmo que alguém tente por fora dela.

A tela de documentos só mostra o botão "Enviar documento" para quem tem papel de proprietário. Para você, ela mostra só a lista do que já foi enviado, com o botão de abrir.

A recusa não depende da telaMesmo que uma gravação fosse tentada por fora da tela que você usa, o banco de dados recusa: inserir, alterar ou apagar documento, e enviar arquivo, voltam recusados para o papel de observador — verificado diretamente contra o banco, não só escondido da interface.