Como usar o Safron
Do cadastro do projeto à emissão do relatório — o porquê de cada regra que o sistema aplica, junto com onde clicar.
Índice desta página
O que é o Safron e o que você leva para o campo
Cadastro de imóveis, visitas técnicas em campo e laudos versionados — um só registro, do especialista a quem acompanha.
O Safron cadastra e acompanha lavouras: você registra o imóvel como projeto, faz visitas técnicas em campo e emite laudos que proprietário, instituição financeira e observador acompanham no portal — sempre com a fonte de cada número, nunca um valor solto sem origem.
- Uma conta já criadaNão existe cadastro público — sua conta nasce de um convite de quem já usa o sistema. A próxima seção explica por quê antes de você procurar um link de cadastro que não existe.
- Aparelho com câmera e GPSO checklist, a foto de cada achado e a localização da visita saem do mesmo aparelho — geralmente o celular, em campo.
- O projeto já cadastrado — ou pronto para cadastrarSe o imóvel ainda não existe no sistema, as próximas duas seções mostram como criá-lo e definir seu perímetro antes da primeira visita.
Entrar — e por que não há cadastro aberto
Você entra com e-mail e senha de uma conta que alguém já criou para você; cadastro público não existe, de propósito.
A tela "Entrar" pede só dois campos, "E-mail" e "Senha", e o botão "Entrar" leva direto para dentro do sistema — sem tela intermediária de escolha de perfil.
Não existe um link de "Criar conta" nesta tela, e não é descuido: abrir cadastro sem confirmar o dono do e-mail comprometeria as regras de acesso por projeto que protegem o dado de cada cliente. Toda conta nasce de um convite — do administrador que provisiona o especialista, ou do próprio especialista convidando proprietário, instituição financeira e observador (ver "Exportar o PDF e convidar quem acompanha", mais adiante).
- Esqueci minha senhaO link "Esqueci minha senha", abaixo do botão "Entrar", leva a "Recuperar senha": informe o e-mail da conta e toque em "Enviar instruções".
- Se a recuperação não resolverSem a conta cadastrada, ou sem acesso ao e-mail informado, o próximo passo é falar com quem provisionou seu acesso — não existe uma segunda porta de entrada.
Cadastrar o projeto (/projetos/novo)
Nome, município, UF, atividade e os dados do proprietário — sem CPF ou CNPJ — bastam para criar o projeto; perímetro e área vêm depois, na própria ficha.
Cada imóvel que você acompanha é um projeto. A tela "Novo projeto", alcançada pelo botão de mesmo nome em /projetos, pede dois grupos de dado antes de salvar.
- Imóvel"Nome do projeto", "Município", "UF" e "Atividade" — os quatro são obrigatórios.
- Proprietário"Nome do proprietário" e "Contato do proprietário" — só isso. Não existe um terceiro campo para CPF ou CNPJ nesta tela, nem em nenhuma outra do sistema.
- Foto da propriedade (opcional)"Escolher imagem" aceita JPG, PNG ou WEBP até 10 MB. Sem foto, o cartão do projeto usa o gráfico de marca — não é uma falta, é o estado normal. Dá para adicionar depois.
O botão "Criar projeto" salva e leva direto à ficha do imóvel. Perímetro e área ainda não existem nesse momento — as duas próximas seções mostram como definir cada um.
Definir o perímetro: código do CAR ou arquivo
Duas abas na ficha do projeto: busque pelo código do CAR ou importe .geojson, .kml ou .kmz — desenho manual na tela ainda não existe.
Sem perímetro, a ficha do projeto mostra "Nenhum perímetro definido para este imóvel." com o link "Definir perímetro", que abre a tela de perímetro do imóvel.
- Aba "Código do CAR"Cole o código no campo "Código do CAR" e toque em "Buscar". Encontrado, o mapa mostra o contorno sobre o satélite, junto com a "Base do CAR" — a data de referência daquele cadastro.
- Aba "Importar arquivo"Escolha um arquivo .geojson, .json, .kml ou .kmz com a geometria do imóvel. Não há opção de desenhar o perímetro na tela — só busca por código e importação de arquivo.
- "Salvar perímetro"Com o contorno carregado, por qualquer uma das duas abas, e visível no mapa, toque em "Salvar perímetro" para gravá-lo no projeto.
Áreas e suas fontes
A área nunca é um número só: cada medição carrega sua fonte e sua data de referência, e a lista nunca se soma.
Definir o perímetro pela aba do CAR já registra, sozinho, uma linha de área: a área declarada no CAR, com a fonte e a data-base daquela consulta. Importar um arquivo (.geojson, .kml ou .kmz) define só a geometria — nenhuma área nasce disso. Hoje, a única forma de registrar uma medição de área pela interface é buscar o perímetro pelo CAR; não existe formulário para lançar uma medição à mão.
Na ficha do projeto, a seção "Áreas" lista cada medição com Tipo, Valor, Fonte e Data de referência lado a lado. Sem nenhuma medição, o cartão diz "Nenhuma medição de área registrada."; sem data numa linha, a coluna mostra "Não informada" — nunca um valor inventado no lugar.
A razão completa está em "Área não é um número só", na seção de conceitos desta documentação.
Abrir a visita: finalidade, cultura, data e GPS
Escolha o projeto, a finalidade e capture a localização — sem os três, "Iniciar visita" continua desabilitado.
A tela "Nova visita" — a partir do botão de mesmo nome, na ficha do projeto ou em /visitas — pede o contexto da visita antes de abrir o checklist.
Selecione o projeto entre os ativos (vindo da própria ficha do projeto, ele já chega escolhido, com a opção "Trocar projeto" ao lado) e a finalidade — a primeira decisão que muda o restante da visita:
Diagnóstico inicial
Monitoramento
Na tela de nova visita, as duas pílulas levam a legenda completa: "Diagnóstico inicial (terreno)" e "Monitoramento de lavoura". Escolher a segunda revela um terceiro campo, "Cultura", obrigatório só nesta finalidade — diagnóstico inicial segue sem ele.
- Data da visitaVem preenchida com a data de hoje; pode ser alterada.
- Objetivo da visita (opcional)Até 500 caracteres, com o placeholder perguntando "O que esta visita deve esclarecer?".
- LocalizaçãoDentro do cartão "Contexto capturado", toque em "Usar minha localização" para capturar coordenada, precisão e altitude pelo GPS do aparelho. Sem sinal de GPS, "Informar coordenada manualmente" abre os campos de latitude e longitude para digitar e confirmar com "Usar esta coordenada".
"Iniciar visita" cria a visita e já abre o checklist.
Preencher o checklist em campo
Cada item abre um seletor "Status da avaliação"; o rodapé fixo mostra quantos já foram avaliados e nunca sai da tela.
O checklist chega dividido em grupos — solo, água, pragas, doenças e outros, conforme a configuração da finalidade e da cultura. Cada grupo mostra seu próprio contador (por exemplo "2/9") ao lado do título, e abre e fecha por conta própria.
Abrir um item revela o seletor "Status da avaliação". As duas primeiras opções existem por um motivo que a tela sozinha não explica:
Não avaliado
Ausência observada
Os dois nunca aparecem sob o mesmo rótulo, mesmo quando o item ainda não tem foto ou comentário algum — a diferença entre eles está detalhada em "'Não avaliado' não é 'Ausência observada'", na seção de conceitos desta documentação.
- ComentárioAparece direto quando o resultado indica ocorrência; nos demais casos, o link "adicionar observação" revela o campo sob pedido.
- Trocar um status já preenchidoSe o item já tinha foto ou comentário, mudar para um resultado sem ocorrência abre a confirmação "Mudar o status deste item?", com as opções "Descartar e mudar" e "Manter como está".
O rodapé fixo, sempre visível sem precisar rolar até o fim da tela, mostra o total avaliado (por exemplo "7/9"), o estado de sincronização e o botão "Salvar e continuar" — a ação mais frequente do preenchimento (ver "Salvar e concluir são dois botões diferentes").
Fotografar: salve os achados antes
A evidência se prende ao achado do item, nunca à visita inteira — sem achado pronto, os dois botões de foto ficam bloqueados.
Cada item do checklist prepara, nos bastidores, o registro (achado) ao qual a foto vai se prender, assim que a visita abre — é o que garante que uma foto nunca fique solta na visita. Enquanto esse registro ainda não existe, os botões "Tirar foto" e "Escolher da fototeca" ficam desabilitados.
Os botões só aparecem, de qualquer forma, quando o resultado escolhido indica uma ocorrência real — presença ou algum grau de pressão. Marcar "Não avaliado" ou "Ausência observada" não libera foto: não há o que fotografar quando a própria resposta é que nada foi encontrado.
- "Tirar foto"Abre a câmera do aparelho.
- "Escolher da fototeca"Abre o seletor de arquivos ou a fototeca do aparelho, sem forçar a câmera — é o que permite escolher mais de uma foto de uma vez.
Enviada, a foto vira uma miniatura abaixo dos dois botões, no mesmo item. Se o envio falhar, o item mostra a falha com o botão "Reenviar"; se a rede cair no meio do envio, o sistema tenta de novo sozinho assim que ela voltar, sem pedir nova foto.
Ocorrência que não estava na lista ("+ Adicionar outro")
Cada grupo do checklist tem um jeito de registrar o que o formulário não previu, com nome, detalhamento e foto próprios.
No fim de cada grupo, o link "+ Adicionar outro" cria uma ocorrência nova dentro daquele grupo — um achado próprio, fora dos itens fixos do formulário. Enquanto o servidor confirma a criação, o botão mostra "Criando…"; a linha só aparece depois que ele confirma.
A ocorrência nasce expandida, com o selo "Ocorrência adicional" e dois campos de texto.
- "O que foi observado"Nome ou descrição curta do que você viu, até 200 caracteres — o único campo obrigatório para a ocorrência entrar no envio. Sem preencher, ela fica de fora do "Salvar e continuar" (mas segue salva como rascunho neste aparelho).
- "Detalhamento"Texto livre opcional, até 1000 caracteres, para o contexto que o nome não cobre.
Recolhida, a ocorrência mostra o texto que você deu a ela; sem nome ainda, aparece como "Sem descrição". Ela não entra no contador de progresso do grupo — só os itens fixos do checklist contam nesse "X/Y".
O botão "Excluir esta ocorrência" pede confirmação: "Excluir esta ocorrência adicional?", com a mensagem avisando exatamente o que some — nome, comentário e, se houver, a contagem de fotos — e as opções "Excluir" ou "Manter".
Salvar e concluir são dois botões diferentes
"Salvar e continuar" grava o que já foi preenchido; "Concluir visita" fecha o ciclo de campo e não volta atrás.
Toda visita nasce assim:
Rascunho
- "Salvar e continuar"No rodapé fixo da tela, grava no servidor os achados e as ocorrências preenchidas até aqui. É a ação frequente — repita quantas vezes quiser, a qualquer momento do preenchimento.
- "Concluir visita"Fica no fim do formulário, não no rodapé — de propósito, para não ficar sob o polegar de quem segura o aparelho com uma mão. Salva os achados pendentes e fecha o ciclo de campo: depois de concluída, o checklist vira somente leitura.
A primeira gravação de achados — "Salvar e continuar", ou o primeiro passo de "Concluir visita" — já muda o estado da visita:
Em campo
É só a partir daí que "Concluir visita" deixa de estar desabilitado. Ao concluir, o estado muda mais uma vez:
Concluída
Emitir o relatório, e o que fazer quando ele bloqueia
A emissão só aparece depois da visita concluída, e para antes de gerar qualquer laudo se achar uma contradição entre foto e checklist.
O link "Emitir relatório" só aparece depois que a visita muda para concluída — antes disso, a ação nem existe na tela: não há como tentar emitir um laudo de uma visita ainda em campo.
A tela de emissão primeiro deixa escolher quais seções do laudo entram, e só depois mostra a etapa de conferência.
- Escolher as seçõesCada seção do laudo aparece como uma caixa marcável; ao menos uma precisa ficar marcada para o botão "Conferir e emitir relatório" liberar.
- "Confira antes de emitir"Mostra as seções escolhidas, os achados por resultado e o total de fotografias — a mesma conferência que vira o laudo, antes de qualquer versão existir. Se nenhum item foi avaliado, a tela avisa antes: "Nenhum item do checklist foi avaliado nesta visita — o laudo vai sair sem achados registrados."
- "Confirmar e emitir relatório"Cria a versão. "Voltar e escolher outras seções" desfaz a conferência sem emitir nada.
Se alguma foto contradiz o checklist do mesmo item, a emissão para ali — nenhuma versão nasce — e a tela troca para "Corrija as contradições antes de emitir", com o aviso "O relatório não foi emitido. Resolva ou justifique cada item abaixo."
Para cada contradição, duas saídas: "Corrigir o checklist" leva direto ao item, ou o campo "Justificativa" seguido de "Salvar justificativa e tentar emitir de novo" grava o motivo e tenta emitir de novo, sem precisar de nova visita. Não existe uma terceira saída — nem emitir ignorando o aviso, nem apagar a foto para calar o alerta. O porquê completo está em "Contradição entre foto e checklist: corrigir ou justificar", na seção de conceitos.
Exportar o PDF e convidar quem acompanha
Emitido, o laudo abre pronto para "Exportar PDF"; "Convidar interessados", na ficha do projeto, dá acesso a quem só lê.
Emitir o relatório leva direto à página de impressão do laudo — não é preciso procurar um link separado.
- Espere as imagensEnquanto fotos e mapa carregam, o botão mostra "Preparando imagens — X de Y" e fica desabilitado; libera sozinho como "Exportar PDF" assim que tudo estiver pronto.
- "Exportar PDF"Abre a janela de impressão do navegador. Escolha "Salvar como PDF" ali — um documento, uma exportação.
- Se alguma foto falhar"Tentar de novo" força um novo carregamento das imagens que não vieram; falhando de novo, recarregar a página emite endereços novos para as fotos, que expiram depois de uma hora.
Para dar acesso a quem acompanha — proprietário, instituição financeira ou observador —, use "Convidar interessados", na ficha do projeto. O formulário pede só "Nome", "E-mail" e o "Papel" (Proprietário, Instituição financeira ou Observador); documento de identificação nunca é pedido.
Convidada, a pessoa recebe uma senha temporária exibida uma única vez nesta tela — "Copiar senha" leva à área de transferência. A partir daí, ela entra pelo mesmo /entrar desta trilha e acompanha o projeto e os laudos pelo portal, sempre em modo leitura.
"Não avaliado" não é "Ausência observada"
O segundo afirma que você olhou e não achou. O primeiro não afirma nada — nem que você chegou perto do item.
Todo item do checklist abre um seletor "Status da avaliação" com pelo menos três opções, e as duas primeiras existem por um motivo que a tela sozinha não explica.
Não avaliado
Marque assim quando você não chegou a examinar o item — faltou tempo, faltou acesso ao talhão, o item não se aplicava a esta visita. É uma lacuna, não uma resposta: ninguém pode concluir, a partir dela, se o que se procurava está ou não está na lavoura.
Ausência observada
Marque assim quando você examinou o item e não encontrou o que procurava. É uma resposta completa — tão completa quanto marcar presença. Trocar uma pela outra muda o que o laudo afirma sobre a lavoura, não é um detalhe de preenchimento.
Onde você encontra essa diferença na tela, além do seletor:
- No seletor de cada item"Status da avaliação" nunca junta as duas opções sob um rótulo comum, mesmo em itens sem qualquer ocorrência registrada antes.
- No aviso ao trocar de statusSe o item já tinha foto ou comentário e você muda o status para "Ausência observada", a confirmação "Mudar o status deste item?" avisa que as fotos já enviadas continuam guardadas, mas passam a contradizer a ausência registrada — "Descartar e mudar" segue em frente, "Manter como está" cancela.
Achado, evidência, e por que a foto não fica solta na visita
A evidência pende do achado, não da visita — é o que permite ao sistema flagrar quando uma foto contradiz o checklist.
Achado é o registro que nasce quando você avalia um item do checklist: o resultado escolhido, o comentário que escreveu. Evidência é a foto que documenta esse achado. A relação é sempre nessa direção — a foto pende do achado, nunca da visita como um todo.
O levantamento que motivou essa arquitetura (docs/referencia/levantamento-md/04-inteligencia-e-recomendacoes-crm.md, insight 9 — material de origem, citado e não alterado) registra o caso que a expôs: uma foto identificava uma planta daninha e a tabela do sistema anterior registrava ausência para a mesma espécie, sem nenhum jeito de cruzar as duas informações. Achado e evidência pendurados um no outro é a correção estrutural para esse caso.
É por isso que, ao abrir a captura de foto antes de ter avaliado qualquer item, os dois botões de envio aparecem desabilitados e a tela mostra "Selecione a que item a foto se refere antes de anexar." Não é a câmera falhando: sem achado para receber a foto, o sistema não tem depois como saber se aquela imagem confirma ou contradiz o que o checklist registrou.
Assim que você avalia o primeiro item do checklist — mesmo marcando "Não avaliado" — o achado passa a existir, e a foto já tem onde se prender.
O ganho de exigir essa ordem aparece na emissão do relatório: como toda foto sabe a qual achado pertence, o sistema compara as duas informações no mesmo item e consegue apontar quando uma foto de presença está presa a um achado que hoje diz ausência — ver "Contradição entre foto e checklist", nesta mesma página.
Área não é um número só
Cada medição carrega fonte e data de referência. A mesma fazenda tem áreas diferentes e todas corretas na sua origem — por isso elas não se somam.
A área de um projeto nunca é um único número guardado na ficha. Cada medição — a do CAR, a de uma matrícula, a de uma avaliação de campo — vira uma linha própria, com a fonte que a produziu e a data a que ela se refere. É assim porque a mesma propriedade tem, ao mesmo tempo, várias áreas corretas: a do CAR pode diferir da matrícula, que pode diferir da área efetivamente avaliada em campo, sem que nenhuma delas esteja errada.
O levantamento de origem (docs/referencia/levantamento-md/04-inteligencia-e-recomendacoes-crm.md, insight 2 — material de origem, citado e não alterado) contou ao menos nove noções diferentes de "área da fazenda" nos laudos analisados, de matrícula a área financiada. Um sistema que guarda só "a área atual" perde justamente o dado que permite auditar qual número veio de onde.
Onde isso aparece na ficha do projeto:
- No cabeçalho do projetoA medição mais recente aparece ao lado do nome e no resumo, sempre com a fonte entre parênteses — por exemplo "Área (CAR)" — nunca um número solto sem origem.
- Na seção "Áreas" da fichaCada linha mostra Tipo, Valor, Fonte e Data de referência lado a lado. Sem nenhuma medição, a seção diz "Nenhuma medição de área registrada."; sem data informada numa linha, "Não informada" — nunca um valor inventado no lugar.
Por isso a tela nunca soma as linhas dessa seção. Somar a área do CAR com a área da matrícula produziria um número que não corresponde a nenhuma fonte real — não serve de auditoria, não serve de comparação, e esconde justamente a divergência que a tabela existe para mostrar.
Clima: observado, estimado e previsto
Todo dado meteorológico carrega uma natureza e um provedor. Histórico não se mistura com previsão num total único.
Cada leitura de clima que o sistema guarda carrega dois dados além do número: a natureza — observado, estimado ou previsto — e o provedor que a forneceu. "Observado" é o que já aconteceu e foi medido; "previsto" é uma projeção que ainda pode mudar; "estimado" cobre o meio-termo, quando falta leitura direta mas há uma aproximação razoável. As três nunca se apresentam como se fossem a mesma coisa.
No check-in da visita, o cartão "Clima no check-in" mostra temperatura, umidade, vento e precipitação do momento — e, abaixo dos números, a natureza da leitura junto do provedor, como em "Observado · open-meteo".
No relatório emitido, a seção "Condições meteorológicas" nunca junta os dois períodos numa única soma: "Observado (últimos 7 dias)" mostra a "Precipitação total" que já caiu, e "Previsão (próximos 7 dias)" mostra a "Precipitação total prevista" à parte — cada leitura, dentro de cada bloco, ainda leva a data, o provedor e o horário da consulta.
Contradição entre foto e checklist: corrigir ou justificar
Não há terceira via. A emissão do relatório fica bloqueada até você corrigir o checklist ou registrar a justificativa.
Uma contradição acontece quando uma foto está presa a um achado que, no momento da emissão, diz "Ausência observada" — por exemplo, você fotografou uma ocorrência, e depois voltou ao mesmo item e trocou o status para ausência sem apagar a foto. Ela continua guardada mesmo depois da troca, como já avisa a confirmação dessa mudança de status.
Ausência observada
Ao tentar emitir o relatório de uma visita concluída, o sistema confere achado por achado antes de gerar qualquer versão do laudo. Se encontrar esse tipo de contradição, a emissão para ali: nenhuma versão é criada, e a tela mostra a seção "Corrija as contradições antes de emitir", com o aviso "O relatório não foi emitido. Resolva ou justifique cada item abaixo."
Para cada contradição, a tela mostra a foto, o nome do item e um texto no formato "Há fotografia registrando [nome do item], mas o checklist declara ausência observada para este item. Corrija o checklist ou justifique antes de emitir." — e oferece as duas únicas saídas, lado a lado.
- Corrigir o checklistO link "Corrigir o checklist" leva direto ao item na visita, para você ajustar o status ao que a foto de fato mostra.
- JustificarO campo "Justificativa" recebe o motivo pelo qual a foto e o checklist não batem; o botão "Salvar justificativa e tentar emitir de novo" grava o texto e tenta emitir outra vez, sem exigir nova visita.
Não existe terceira via: emitir ignorando a contradição, ou apagar a foto para "resolver" o aviso, não são caminhos que a tela oferece. Uma dessas duas ações é obrigatória antes de qualquer versão do laudo nascer.
Nunca colete CPF ou CNPJ
Nenhum formulário do sistema pede documento de identificação — a regra está no campo que não existe.
O Safron identifica proprietário, instituição financeira e observador por nome e contato — nunca por CPF ou CNPJ. Não existe coluna para documento no banco, não existe campo em nenhum formulário, e não existe índice construído sobre ele. Se você está procurando onde informar o documento do proprietário, a resposta é: em lugar nenhum, e é assim de propósito.
No cadastro de um projeto, os campos sobre o proprietário são só dois: "Nome do proprietário" e "Contato do proprietário". No convite de quem vai acompanhar o projeto — proprietário, instituição financeira ou observador — os campos são "Nome" e "E-mail", mais o papel de acesso. Em nenhum dos dois fluxos aparece um terceiro campo para documento.
A identificação por nome e contato basta para o que esses papéis fazem no sistema: acompanhar um projeto e ler o laudo, nunca assinar ou responder legalmente por ele. Coletar documento de identificação sem essa necessidade seria guardar dado sensível de mais gente do que o sistema precisa proteger.
O que você vê no portal
A carteira de projetos, o perímetro, a linha do tempo das visitas e os laudos emitidos — tudo o que o especialista já registrou.
Ao entrar, você cai na carteira de projetos: um cartão por imóvel vinculado a você, com a data da última visita e quantos laudos já foram emitidos. Abrir um cartão leva ao perímetro do imóvel sobre imagem de satélite, à linha do tempo das visitas — com cultura, abrangência e os achados de maior atenção de cada uma — e ao laudo emitido, quando existir.
Documentos do projeto — contrato, comprovante, o que o especialista ou você mesmo tiver enviado — ficam numa lista própria, com a data de envio e um botão para abrir.
Por que é somente leitura
Quem cadastra o projeto, lança a visita e emite o laudo é sempre o especialista — a sua conta não tem essas telas.
A sua conta entra por convite do especialista, nunca por cadastro aberto, e chega direto no portal. Criar projeto, abrir visita, preencher checklist e emitir laudo são ações do especialista responsável pelo projeto — o portal não tem essas telas para nenhum dos três papéis que acompanham (proprietário, instituição financeira e observador).
O mesmo portal, para acompanhar a garantia
Perímetro, linha do tempo de visitas e documentos do projeto — leitura completa, sem botão de envio.
Você entra no mesmo portal do proprietário: perímetro do imóvel, linha do tempo das visitas com os achados de maior atenção de cada uma, e a lista de documentos do projeto, para abrir e baixar. A diferença é que a tela de documentos não mostra o botão de envio — enviar é papel do proprietário, ou do próprio especialista.
O laudo, versão a versão
Cada emissão soma uma versão nova; a anterior não desaparece.
Uma visita concluída pode ter mais de um laudo: cada vez que o especialista emite, a versão sobe — v1, v2, v3 — e a versão anterior continua gravada, nunca é substituída nem apagada. A linha do tempo do portal sempre leva à versão mais recente daquela visita.
O que o observador vê
O mesmo portal de leitura — perímetro, linha do tempo, laudos e documentos — sem nenhuma tela de envio.
Você tem o mesmo acesso de leitura que os outros dois papéis: perímetro do imóvel, linha do tempo das visitas, laudos emitidos e a lista de documentos do projeto, para abrir e baixar. Nenhuma tela de cadastro, edição ou envio aparece para o seu papel.
Por que a tela de envio nem aparece
A recusa acontece em duas camadas: a tela nem mostra o botão, e o banco de dados recusa a gravação mesmo que alguém tente por fora dela.
A tela de documentos só mostra o botão "Enviar documento" para quem tem papel de proprietário. Para você, ela mostra só a lista do que já foi enviado, com o botão de abrir.
